terça-feira, 21 de junho de 2011







Do que me adianta amar-te com os olhos
se eu não posso ter-te nos meus braços..
para aliviar este meu eterno cansaço


tão solitário, anda este meu coração
os olhos?os olhos apenas alimentam o meu sofrimento
e o meu sofrimento esmaga os meus sentimentos
e por outro lado mais sedento fico por esta lírica paixão

mas valia a cegueira, do que ver-te
ver-te perto de mim mas longe do meu coração
mas valia ter uma pedra no peito
do que amar-te e não ter a sua compaixão


é este teu cabelo corado do por do sol
esta tua voz que nem a de um rouxinol
deste teu brilho, destas tuas pérolas
oh como adoro ver-las..

ver as estrelas cintilarem por esta donzela
a que chamo bela das belas
deste teu peito em que tanto quero me aconchegar
oh, sim meu amor, quero tanto poder lhe amar

quero-lhe seduzir 
quero-lhe tocar, lhe beijar , lhe sentir
porque és tu, é o teu cheiro que me adoça o dia
desculpe a ousadia

julgai antes a minha língua,
mas não as palavras de um coraçaõ inflamado de paixão
escutai a voz deste coração
porque que enquanto não caíres em minha tentação

este cortejo não terá trégua

5 comentários:

  1. Achei o teu poema, interessante. Gosto das metáforas que usas, a forma como relacionas a visão com a dor, pois normalmente ver é das mais belas sensações.
    E tens razão, às vezes mais vale, ter uma pedra no coração e não sentir nada, do que sentir e sofrer uma agonia de dias, meses, anos até infelizmente.
    Bom trabalho Bradisse, continua e MELHORA!

    ResponderEliminar